quinta-feira, 5 de junho de 2008

Mirage - 74 - Camel


Um dos mais aclamados discos de rock progressivo de todos os tempos,esse disco do Camel é item obrigatório no hd de quem realmente aprecia o estilo.O Camel foi formado em 1971 quando os ex-membros do The Brew, Andrew Latimer (guitarra), Andy Ward (bateria) e Doug Ferguson (baixo) recrutaram Peter Bardens (teclado). Após uma apresentação inicial para cumprir um acordo com o nome On, mudaram sem nome para Camel e realizaram em 4 de dezembro sua primeira apresentação no Waltham Forest Technical College em Londres.Em 1972 o grupo assinou com a MCA records e, seis meses depois, lançou o seu primeiro álbum,auto-intitilado,mas ganhou notoriedade mesmo com o lançamento de Mirage,cuja excursão rendeu várias apresentações memoráveis e o reconhecimento de crítica e público,mas,como eles estavam nos anos 70,vivendo o apogeu da criatividade no rock,não conseguiram se firmar fortemente no cenário,pois,reconheçamos,concorrer com Yes,Genesis,Pink Floyd,ELP,Jethro Tull,entre outros fodões,não devia mesmo ser tarefa das mais faceis,mas isso não tira em nada o alto valor e qualidade musical dessa banda.
FAIXAS DO DISCO:
1. Freefall 5:54
2. Supertwister 3:23
3. Nimrodel / The Procession / The White Rider 9:18
4. Earthrise 6:41
5. Lady Fantasy 12:43
5a. Encounter
5b. Smiles for You Lady Fantasy
FICHA TÉCNICA:
Andrew Latimer - guitar, vocals, flutes, keyboards, penny whistles, piano, bass, drumulator, recorders
Doug Ferguson - bass, duffle coat, vocals
Andy Ward - drums, percussion, vibes
Peter Bardens - keyboards, vocals, organ, Mellotron, synthesizer, piano, electric piano, mini Moog, pipe organ
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Hard Attack - 72 - Dust


O Dust foi uma grande banda americana da década de 70. E ficou mais conhecida aqui no Brasil como a ex-banda do baterista do Ramones, Marky Ramone. O grupo teve uma carreira discográfica curta, mas marcante. Tanto que primeiro disco ainde é bastante procurado. Nos anos 70, o cenário do heavy metal era dominado quase que exclusivamente pelas bandas britânicas como Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, Uriah Heep e Budgie. O Dust era praticamente um oásis no deserto. O grupo foi formado no ano de 1968, com o guitarrista e vocalista Richie Wise, o baixista Kenny Aaronson e o baterista Marc Bell. Ainda contavam com Kenny Kerner como letrista, empresário e produtor da banda. Eles lançaram o primeiro disco em 1971, auto-intitulado, pelo selo Kama Sutra. Em 1972 lançam Hard Attack. Infelizmente, eles gravariam apenas esse dois discos.Aaronson entrou para os Stories em 1973, e Wise e Kerner se tornaram produtores (eles também trabalharam com o Stories). Marc Bell foi parar na cena punk de Nova Iorque, tocando no Richard Hell & The Voidoids, e mais tarde tocando no Ramones, sob o nome de Marky Ramone.
FAIXAS DO DISCO:
1. Pull Away/So Many Times
2. Walk In The Soft Rai
3. Thusly Spoken
4. Learning To Die
5. All In All
6. I Been Thinkin'
7. Ivory
8. How Many Horses
9. Suicide
10. Entranco
FICHA TÉCNICA:
Richie Wise: guitarra e vocais
Kenny Aaronson: baixo
Marc Bell: bateria
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Live... in the Heart of the City - 80 - Whitesnake


É praticamente inacreditável que este disco ainda não tenha sido postado aqui,pois trata-se de biscoito fino do hard blues,e o melhor: foi gravado no incicio dos anos 80,quando o Coverdale ainda tinha os cabelos escuros e aquele vozeirão grave que o consagrou no Purple,e ainda não fazia musiquinhas melosas e video clipes em carrões conversíveis,nem era considerado apenas um clone de Robert Plant.Não tinha a conta bancária tão gorda,mas em compensação recebia elogios de gente como BB. King,mas isso não vem ao caso agora.O que importa é que este duplo ao vivo capta a serpente branca em uma de suas incendiárias performances e Coverdale em seu maior momento como vocalista,maduro,seguro de sí,absoluto no palco,que ainda contava com Jon Lord e Ian Paice,ou seja, no palco tinha 60% da Mark III de sua antiga banda,e a presença dos supra-citados por sí só já é garantia de um disco de alta qualidade,além do excelente baixista Neil Murray,que por coincidência apresenta um timbre de voz muito parecido com o de Glenn Hughes,como se pode notar em Might Just Take Your Life.
FAIXAS DO DISCO:

1. Come On
2. Sweet Talker
3. Walking In The Shadows Of The Blues
4. Love Hunter
5. Fool For Your Loving
6. Ain't Gonna Cry No More
7. Ready 'An Willing
8. Take Me With You
9. Might Just Take Your Life
10. Lie Down
11. Ain't No Love In Heart Of The City
FICHA TÉCNICA:
David Coverdale – vocals
Micky Moody – guitar
Bernie Marsden – guitar
Jon Lord - keyboards
Neil Murray – bass guitar
Ian Paice – drums
LINKS:
DISCO I:
DISCO II:

Ace of Spades - 80- Motorhead


Mais um dos grandes hinos do rock n' roll leva o nome desse album. Ace Of Spades. Como primeira postagem do Motorhead no nosso blog,nada mehor do que começar com este disco,que inseriu a banda entre as grandes bandas do heavy metal dos anos 80,fase que eu considero a melhor deles.Um clássico de muito peso, de uma das mais pesadas bandas de rock n' roll dos anos 70/80. Formação clássica de Lemmy nos vocais e baixo, o excelente"Fast" Eddie Clark na guitarra e o animal Phil "Phility Animal" Taylor na bateria,um dos melhores bateristas da fase pós 70,na minha opinião.Este disco mostra o Motorhead ainda não tão pesado quanto seria nos anos posteriores,mas registra toda a energia da banda e do quanto ela iria contribuir com os novos caminhod do heavy metal,com sua mistura da crueza do punk misturada à energia do hard rock,caminho que seria seguido por milhares de grupos nos anos seguintes.De certa forma o Motorhead foi precussor dessa revolução. O grupo teve inicio em 1975, lançando assim seu primeiro album Motorhead em 1977. A banda continua na ativa até os dias de hoje, com outra formação. Apenas o Lemmy continua na banda, mantendo sua posição de vocalista/baixista.
FAIXAS DO DISCO:
01. Ace Of Spades
02. Love Me Like A Reptile
03. Shoot You In The Black
04. Live To Win
05. Fast And Loose
06. (We Are) The Road Crew
07. Fire, Fire
08. Jailbait
09. Dance
10. Bite The Bullet
11. The Chase Is Better Than The Catch
12. The Hammer
13. Dirty Love
14. Please Don't Touch
15. Emergency
FICHA TÉCNICA:
Lemmy Kilminster - baixo e vocais
Phill ''Philty'' Animal Taylor -bateria
Fast Eddie Clarck - guitarras
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Live in New Jersey - 75 - Black Sabbath


Durante muitos anos os fãs do Sabbath ficaram à espera de um live do Sabbathão,mas reza a lenda que Tony Iommi nunca se interessou em gravar um ao vivo,pois temia as inevitáveis comparações entres os clássicos ao vivo das bandas rivais do Sabbath,pois achava que Ozzy não tinha as mesmas performances vocais destruidoras de Gillan,no Made in Japan,Plant em the songs remains the same,Coverdale no Made in Europe, e mais tarde,de Dio,com sua performance espetacular no Rainbow On Stage.Há quem diga que essa relutância de Iommi teria sido um dos estopins para a saída de Ozzy,pois Iommi reclamava que ele sempre esquecia as letras nos shows,mas,graças aos deuses do rock,existem os bootlegs,antes conhecidos como os bons e velhos piratões,e este é um dos melhores exemplos dos piratões,que faziam a festa dos roqueiros das antigas,e mostra um Sabbath muito bem ao vivo,com muitos improvisos típicos da época e que não agradavam em nada à Ozzy,mas eram a chance de Iommi,Butler e Ward extravasarem sua veia até mesmo jazzística - e ainda que eu seja obrigado a dar razão à Iommi,mesmo em relação à sua performance,que não consegue se equiparar às apresentações fodásticas de Blackmore e Page,o disco tem,sim,seu valor,e vale como registro de uma época em que o rock'n'nroll era tocado com muito carinho e paixão.Todos os grandes clássicos do Sabbath até então estão ai,e nessa altura a banda já tinha atingido seu auge com o Mad Man cuidando do microfone.
FAIXAS DO DISCO:
1 Killing Yourself To Live 6:10
2 Hole In The Sky 5:13
3 Snowblind 5:59
4 Symptom Of The Universe 5:19
5 War Pigs 7:39
6 Talking 0:44
7 Megalomania 10:06
8 Sabbra Cadabra 20:22
9 Supernaut 2:19
10 Iron Man 6:16
11 Orchid Rock & Roll Doctor Don't Start (Too Late) 8:46
12 Black Sabbath 6:46
13 Spiral Architect 4:33
14 Embryo Children Of The Grave 5:39
15 Paranoid 4:07
FICHA TÉCNICA:
Ozzy Osbourne - vocais
Tony Iommi - guitarras
Geezer Butler - baixo
Bill Ward - bateria
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Stand Up - 69- Jethro Tull


Stand Up é o segundo álbum da banda britânica Jethro Tull. Antes de sua gravação, o guitarrista e co-fundador Mick Abrahams deixou o grupo devido a diferenças musicais com Ian Anderson. Abrahams queria manter o som blues-rock de This Was, enquanto Anderson preferia explorar outros formatos musicais,e marca a estéia de Martin Barre na banda,onde ele continua firme o forte até os dias atuais,um verdadeiro escudeiro do gênio porra-louca Ian Anderson,além de trazer uma interessante releitura jazzistica para Boureé,clássico de Johan Sebastian Bach,com uma performance de baixo de Glenn Cornick de cair o queixo. Stand Up representa o primeiro álbum onde Anderson exerce controle total sobre as músicas e composições e marca a transição do som da banda,do blues-jazz para o rock-folk com algumas pitadas de psicodelia e peso,como na pesada sweet dreams,clássico obrigatório da banda atá os dias de hoje,e da linda balada qe used to know,além da engraçada e rica Fat Man,um som pra lá de folkeado,bem ao estilo do Jathro Tull.Stand Up alcançou a primeira colocação entre os mais vendidos na Grã-Bretanha naquele ano,e marcou o ingresso do Jethro Tull no seleto clube dos grandes.A notícia foi dada a Ian Anderson por ningúem menos que Joe cocker.
Curiosidade:O maestro David Palmer mais tarde fez uma cirurgia para troca de sexo,e hoje é uma feliz senhora de meia-idade.Tudo a ver com e estilo Tulliano,né?
FAIXAS DO DISCO:
(Todas as canções por Ian Anderson, exceto "Bourée")
1. "A New Day Yesterday" - 4:10
2. "Jeffrey Goes To Leicester Square" - 2:12
3. "Bourée" (J. S. Bach arr. Jethro Tull) - 3:46
4. "Back To The Family" - 3:48
5. "Look Into The Sun" - 4:20
6. "Nothing Is Easy" - 4:25
7. "Fat Man" - 2:52
8. "We Used To Know" - 3:59
9. "Reasons For Waiting" - 4:05
10. "For A Thousand Mothers" - 4:13
FICHA TÉCNICA:
* Glenn Cornick: baixo
* Clive Bunker: bateria, percussão
* Martin Lancelot Barre: guitarra, flauta
* Ian Anderson: flauta, órgão Hammond, piano, balalaika, gaita, vocais
* Cordas arranjadas e conduzidas por David Palmer
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Are You Experienced? - 67 -Jimi Hendrix Experienced


Mais um para a seção clássicos...O álbum de estréia desse poderoso power trio, impecável do início ao fim. Considero essa versão inglesa mais interessante que a americana, principalmente por causa das bonus tracks. A capa também acho mais legal. Aqui desfilam os grandes clássicos da banda, como Red House onde Hendrix mostra que também consegue afzer um blues de qualidade, Third Stone from the Sun (que entrou na trilha do filme Os Sonhadores, de Bernardo Bertolucci) e a própria faixa-título que é uma verdadeira viagem. Nos bônus temos as baladas Hey Joe e The Wind Cryes Mary que fizeram a carreira do Experience. Sem falar da Foxy Lady, Manic Depression, Fire entre todas a outras. O disco é um clássico do começo ao fim, tirando o Cream o Experience era o melhor Power Trio de sua época.
FAIXAS DO DISCO:
1. Foxy Lady – 3:19
2. Manic Depression – 3:42
3. Red House – 3:42
4. Can You See Me – 2:33
5. Love or Confusion – 3:11
6. I Don't Live Today – 3:55
7. May This Be Love – 3:11
8. Fire – 2:43
9. Third Stone From the Sun – 6:44
10. Remember – 2:48
11. Are You Experienced? – 4:14
Bonustracks:
12. Hey Joe
13. Stone Free
14. Purple Haze
15. 51st Anniversary
16. The Wind Cries Mary
17. Highway Chile
FICHA TÉCNICA:
Jimi Hendrix – guitar, vocals, piano
Noel Redding – bass, additional vocals
Mitch Mitchell – drums
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Volumes One & Two - 68 - The Soft Machine


O Soft Machine é uma daquelas bandas nada comerciais, que pouca gente ouve falar e de poucos ouvintes. Entretanto, sua música influenciou profundamente toda uma era, a segunda metade dos anos 1960. Grupo inglês de rock psicodélico com fortes influências do progressivo e do jazz rock, o Soft Machine estava no olho do furacão da chamada Canterbury Scene, movimento que inclui também o Caravan, o Gong e outras bandas ainda mais obscuras e undergrounds. Juntamente com o Pink Floyd e o Tomorrow, foi a primeira banda de rock psicodélico em todo o Reino Unido.O Soft Machine foi formado em 1996 por Robert Wyatt (bateria, vocais), Kevin Ayers (baixo, guitarra, vocais), Daevid Allen (guitarra) e Mike Ratledge (órgão). Nos primeiros shows, também houve a participação de um guitarrista americano chamado Larry Nowlin. Allen, Wyatt e o futuro baixista Hugh Hopper tinham tocado juntos no Daevid Allen Trio e ocasionalmente eram acompanhados por Ratledge. Wyatt, Ayers e Hopper foram membros fundadores da Wilde Flowers. Eles tocavam em bares do underground londrino, como o UFO, tocaram na Holanda, Alemanha e na Riviera Francesa. Em 1967, retornando de um show na França, Allen, que é australiano, estava com o visto vencido e não pôde mais entrar no Reino Unido. A banda continuou como um trio e Allen voltou para Paris, onde fundou o Gong.O futuro guitarrista do The Police, Andy Summers, chegou a integrar uma das formações do grupo em 1968, ano em que o Soft Machine excursionou pelos Estados Unidos abrindo os shows do The Jimi Hendrix Experience e gravou o primeiro álbum em Nova York.O primeiro disco mistura com competência rock psicodélico e jazz rock, em boas suítes. São 13 faixas de puro experimentalismo e cheias de efeitos eletrônicos. Destaque para a faixa de abertura, "Hope for Hoppiness" e "Save Yourself", verdadeiras pérolas do talentoso compositor e guitarrista Kevin Ayers. Já o Volume Two traz faixas mais curtas e algumas "seriadas", divididas em duas partes. Elas se comunicam entre si. São "músicas para o corpo e para a mente". Gosto muito de "Pig" e "Dada was here".
FAIXAS DO DISCO:
VOL I:
1.Hope for Happiness (Kevin Ayers, Brian Hopper, Michael Ratledge) – 4:21
2. Joy of a Toy (Ayers, Ratledge) – 2:49
3. Hope for Happiness (reprise) (Ayers, B. Hopper, Ratledge) – 1:38
4. Why Am I So Short? (Ayers, Hugh Hopper, Ratledge) – 1:39
5. So Boot if At All (Ayers, Ratlege, Robert Wyatt) – 7:25
6. Certain Kind (H. Hopper) – 4:11
7. Save Yourself (Wyatt) – 2:26
8. Priscilla (Ayers, Ratledge, Wyatt) – 1:03
9. Lullabye Letter (Ayers) – 4:32
10. We Did It Again (Ayers) – 3:46
11. Plus Belle Qu'une Poubelle (Ayers) – 1:03
12. Why Are We Sleeping? (Ayers, Ratledge, Wyatt) – 5:30
13. Box 25/4 Lid (Ratledge, H. Hopper) – 0:49
VOL II:
14. Pataphysical Introduction - part I (Robert Wyatt) - 1:01
15. A Concise British Alphabet - part I (Hugh Hopper, arr. Wyatt) - 0:10
16. Hibou Anemone and Bear (Mike Ratledge, Wyatt) - 5:59
17. Concise British Alphabet - part II (Hopper, arr. Wyatt) - 0:12
18. Hullo Der (Hopper, arr. Wyatt) - 0:54
19. Dada Was Here (Hopper, arr. Wyatt) - 3:26
20. Thank You Pierrot Lunaire (Hopper, arr. Wyatt) - 0:49
21. Have You Ever Bean Green? (Hopper, arr. Wyatt) - 1:19
22. Pataphysical Introduction - part II (Wyatt) - 0:51
23. Out of Tunes (Ratledge, Hopper, Wyatt) - 2:34
24. As Long as He Lies Perfectly Still (Ratledge, Wyatt) - 2:35
25. Dedicated to You But You Weren't Listening (Hopper) - 2:32
26. Fire Engine Passing with Bells Clanging (Ratledge) - 1:51
27. Pig (Ratledge) - 2:09
28. Orange Skin Food (Ratledge) - 1:47
29. A Door Opens and Closes (Ratledge) - 1:10
30. 10:30 Returns to the Bedroom (Ratledge, Hopper, Wyatt) - 4:13
FICHA TÉCNICA:
Brian Hopper - soprano saxophone, tenor saxophone
Hugh Hopper - bass guitar, alto saxophone
Mike Ratledge - keyboards, flute
Robert Wyatt - drums, vocals
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Freak Out -66- The Mothers of Invention


Freak Out!, mais um disco do Zappa no nosso blog,mas este merece estar aqui,pois era um diso difícil de achar nos anos do vinil. No Brasil, só importado. comprei ha mais de 15 anos este que o All Music classifica como "uma das mais ambiciosas estréias da história do rock". Zappa é uma figura mítica, ainda mais quando incorpora uma das mães da invenção. Álbum conceitual, profundamente psicodélico, cheio de referências ao rock, ao punk e às artes. Foi lançado como um LP duplo, para destruir todas convenções vanguardistas da época. Desde a abertura, com Hungry Freaks, Daddy, Freak Out! faz uma verdadeira sátira às bandas de pop rock adolescentes. São performances cruas mas, ao mesmo tempo, incrivelmente melódicas. Basta ouvir a longa suíte (são mais de 12 minutos) The return of the son of monster magnet. Claro, há muitos efeitos de estúdio, mas nada que ofusque a genialidade de Zappa. Tanto que alguns anos depois ele depois zarpou para uma carreira-solo e foi muito bem-sucedido em seu trabalho conceitual e extremamente sofisticado. Para poucos ouvidos mesmo.
FAIXAS DO DISCO:
1. Hungry Freaks, Daddy - Zappa 3:27
2. I Ain't Got No Heart - Zappa 2:30
3. Who Are the Brain Police?- Zappa 3:22
4. Go Cry on Somebody Else's Shoulder -Zappa 3:31
5. Motherly Love -Zappa 2:45
6. How Could I Be Such a Fool?- Zappa 2:12
7. Wowie Zowie -Zappa 2:45
8. You Didn't Try to Call Me - Zappa 3:17
9. Any Way the Wind Blows -Zappa 2:52
10. I'm not Satisfied - Zappa 2:37
11. You're Probably Wondering Why I'm Here- Zappa 3:37
12. Trouble Every Day- Zappa 6:16
13. Help, I'm a Rock- Zappa 8:37
14. It Can't Happen Here -Zappa 3:56
15. The Return of the Son of Monster Magnet- Zappa 12:17
FICHA TÉCNICA:
Frank Zappa - guitarra, teclados, percussão, vocais
Ray Collins - vocais, harmônica, percussão
Elliot Ingber - guitarra
Roy Estrada - baixo, vocais
Jimmy Carl Black - bateria, vocais
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Medusa - 70 - Trapeze

Esta é uma banda que acabou servindo de embrião para várias bandas consagradas anos mais tarde,com a ida de Glenn Hughes para o Deep Purple,Dave Holland para o Judas e o excelente guitarrista Mell Galley para várias bandas antes de se juntar ao Whitesnake, e chegou a ser até cogitado para substituir Blackmore no Purple.A banda,com todos os membros ainda na flor da idade,chegou a chamar a atenção e conseguiram algum destaque,mas como o esperado sucesso não veio,não resistiram ao assédio das bandas emergentes,de olho no talento de seus jovens músicos.O Trapeze chegou a excursionar com alguma repercussão pelos EUA,o eldorado das bandas nos anos 70,e ainda hoje.
Neste segundo álbum o som do Trapeze ficou mais definido e também mais encorpado,as composições também se apresentam mais sólidas e os arranjos mais estruturados.Coincidentemente as duas melhores composições são de Glenn Hughes,"Medusa" e "Seafull",esta segunda um hard blues de primeira que Glenn Hughes às vezes inclui em seu repertório atual.Curiosidade: O clássico Mistreated,do Purple,já tinha forma na cabeça de Hughes,e certamente teria feito parte do repertório do Trapeze,exceto pela letra,que foi criada por Coverdale,e alguma modificação feita por Blckmore Lord e Paice,mas ele já tinha a estrutura musical em mente.
O Trapeze realmente fazia um som bem interessante e próprio,basicamente um hard cru mas com influencias de soul e funk.A guitarra de
Mel Galley é muito bem timbrada,ele sabe tirar som do instrumento,mesclando suíngue,peso e feeling.Glenn Hughes está cantando com muita raça,e tocando seu baixo como nós já conhecemos.curiosamente em algumas músicas sua voz está lembrando um pouco a do Rob Halford do Judas Priest ,como por exemplo na "Jury", principalmente nos agudos.O batera Dave Holland sempre mais discreto mas segura tudo com competência e sem comprometer.
É um disco clássico na carreira de Glenn Hughes que muitos não conhecem,vale a pena não só por ele mas como pela banda em si,que esbanjava competência,tanto em estúdio como ao vivo,como nos mostra o excelente live ''You are the music...We're just the band'',que pretendo postar aqui dentro de alguns dias.
FAIXAS DO DISCO:
01 - Black Cloud
02 - Jury
03 - Your Love Is Alright
04 - Touch My Life
05 - Seafull
06 - Makes You Wanna Cry
07 - Medusa
FICHA TÉCNICA:
Glenn Hughes - baixo e vocais
Mell Galley - guitarras
Dave Holland - bateria
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In the Court of the Crimson King - 69 - King Crimson

Vou aqui fazer a primeira postagem em homenagem a uma das mais criativas bandas de todos os tempos,o King Crimson,em seu disco de estréia.
In the Court of the Crimson King é o álbum de estréia da banda inglesa de rock progressivo King Crimson. O disco foi muito importante e influente no desenvolvimento do rock progressivo . Combina uma musicalidade excepcional e letras poéticas. Em certa ocasião, foi dito que a banda fazia "heavy metal inteligente". A primeira faixa, 21st Century Schizoid Man, é provavelmente a mais conhecida da banda, contando com vocais distorcidos e uma sonoridade veloz e agressiva por parte da guitarra e do saxofone,,além de ume belíssima performance de baixo por parte de Greg Lake,que mais tarde brilharia no ELP.Este clássico do rei escarlate também foi regravado pelo mad man Ozzy Osbourne em seu disco de covers,mas na minha opinião a versão ficou muito aquém da original,pois a cacofonia interessante da música foi suprimida. O clima muda abruptamente com uma faixa suavemente melódica chamada I Talk to the Wind. Moonchild é uma música psicodélica éterea, que é encerrada com uma improvisação delicada e calma. Tanto Epitaph quanto a faixa-título, In the Court of the Crimson King, apresentam orquestrações com mellotron,formando uma suite musical das mais melódicas do rock progressivo,realmente muito bonito de se ouvir.O disco foi remasterizado e relançado no final da década de 90.
FAIXAS DO DISCO:
1. 21st Century schizoid man Mirrors (7:20)
2. I talk to the wind (6:05)
3. Epitaph (8:47) a) March for no reason b) Tomorrow and tomorrow
4. Moonchild (12:11) a) The dream b) The illusion
5. The court of the crimson king (9:22) a) The return of the fire witch b) The dance of the puppets
FICHA TÉCNICA:
Robert Fripp / guitar
Greg Lake / bass guitar, lead vocals
Ian McDonald/ reeds, woodwind, vibes, keyboards, mellotron, vocals
Michael Giles / drums, percussion, vocals
Peter Sinfield / words and illumination
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Pet Sounds - 66 - The Beach Boys


Bem,pessoal,depois de algum tempo sumido do blog,tinha que retornar com algo à altura dos ultimos posts,e aproveitando que o clássico máximo dos Beatles entrou por último,tinha obrigação moral de postar algo à altura,e pensei: Por que não postar logo o disco clássico da banda que o próprio Paul macca dizia ser a maior rival dos fab four?
Pet Sounds é um álbum de 1966 gravado pelo grupo The Beach Boys, que influenciou os Beatles a gravarem a sua obra prima. O Legendário Sgt Pepper's.
Brian, o líder e compositor da banda, nunca escondeu uma certa rivalidade com os Beatles (o próprio Paul McCartney revelou que os grandes rivais dos Beatles não eram os Stones e sim os Beach Boys) onde cada um queria fazer melhor para superar o outro. O ano era 1965 e os Beach Boys conseguiriam emplacar vários sucessos como "Barbara Ann", "Help-me Rhonda", "Wendy", "Surfi'n Safari", entre outros. Mas em Dezembro de 1965 os Beatles lançariam o clássico disco "Rubber Soul", de acordo com Brian Wilson o disco que mais o fascinou durante a sua vida. A grande sacada de "Rubber Soul" era acrescentar elementos no rock que antes ainda não haviam sido incluidos, como a sítara e o baixo destorcido. E as músicas tinham letras mais profundas e com temas mais "pesados" do que o habitual da época.Brian percebeu a mudança que estava ocorrendo no Rock e começou a trabalhar no que viria a ser um dos álbuns mais importantes e aclamados da história do Rock. "Pet Sounds", de 1966, incluia letras de reflexões, drama interior, prostituição infantil e drogas, além de um Brian Wilson deprimido e extremamente criativo. Ele incluiu nesse disco instrumentação erudita, como violinos, oboés e Trompas, instrumentos como o acordeon e, pasmen, até garrafas de coca-cola e latas de sorvete foram usados como percussão.Mas quando os Beatles responderam a concorrência com a sua obra prima o LP ‘Sgt Pepper's’ e ele ganhou às ruas, foi a vez de Brian Wilson novamente surpreender-se, mas agora já não de forma tão positiva como da primeira vez. Conta a lenda que, diante do poder do novo álbum dos Beatles, Wilson entrou em depressão, abandonando as sessões de ‘Smile’, que poderia ter sido o ‘Sgt Pepper's' dos Beach Boys. Atropelado em sua viagem na busca do maior álbum dos anos sessenta, restou aos Beach Boys lançar a pequena ‘sinfonia de bolso’, como definia Brian Wilson, o single ‘Good Vibrations’ - saído das sessões de ‘Pet Sounds’ – e o álbum ‘Smiley Smile’ (1967), sem o mesmo apelo conceitual da obra de Lennon & McCartney.
FAIXAS DO DISCO:
"Wouldn't It Be Nice" – 2:22
"You Still Believe in Me" – 2:30
"That's Not Me" – 2:27
"Don't Talk (Put Your Head on My Shoulder)" – 2:51
"I'm Waiting for the Day" – 3:03
"Let's Go Away for Awhile" – 2:18
"Sloop John B" – 2:56
"God Only Knows" – 2:49
"I Know There's an Answer" – 3:08
"Here Today" – 2:52
"I Just Wasn't Made for These Times" – 3:11
"Pet Sounds" – 2:20 "Caroline, No" – 2:52
FICHA TÉCNICA:

Mike Love - vocal
Carl Wilson - guitarra líder e vocal
Al Jardine - guitarra e vocal
Dennis Wilson - bateria
Brian Wilson - baixo, teclado e vocal
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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (67) - The Beatles


Este álbum será para sempre conhecido como o álbum que mudou o "rock'n'roll".
Possuía uma forte influência do movimento psicodélico: ruídos de todos os tipos, do badalar dos sinos às palmas e interjeições da platéia de um hipotético circo onde tocava a banda do "Sargento Pimenta". O disco apresentava uma mistura de rock com variados estilos musicais, que iam do jazz tradicional à música indiana; misturava banda de fanfarra, sitares indianos e cordas ocidentais numa exuberância orquestral que unia a guitarra elétrica aos sons de música concreta de vanguarda, pré-fabricada em estúdio.
Com "Revolver" os Beatles deram um salto gigantesco em sofisticação e experimentalismo. Sgt. Pepper's é um refinamento, um "salto quântico", no qual sintetizam todas as suas influências criando um som sem igual e inconfundível. "Lucy In The Sky With Diamonds" (Lucy no céu com diamantes) permanece como um marco na fase psicodélica Britânica, graças aos seus arranjos inventivos e sua prolongada melodia. As letras iniciais do título (LSD) foram interpretadas como sendo uma alusão direta à droga, algo que John Lennon desmentiria mais tarde. Segundo John, ele não havia pensado em nada disso quando escreveu a canção. Ela foi feita a partir de um desenho de seu filho Julian, na época com 4 anos. Seja como for, era uma letra pontuada por imagens estranhas e fantásticas, que apelavam para um surrealismo típico do movimento psicodélico.
"A Day in the Life", uma das músicas mais experimentais da banda, que conta, ao seu final, com uma longa passagem produzida por três pianos e a gravação de um som produzido em 20.000 hertz – ou seja, audíveis apenas para cães. Nada mais genialmente experimental que isso.
Um verdadeiro divisor de águas, merece figurar em qualquer coleção, pois influenciou (e continua influenciando) praticamente tudo feito posteriormente.



Vocal / guitarra: John Lennon

Vocal / baixo: Paul McCartney
Guitarra: George Harrison
Bateria: Ringo Starr

Faixas
1. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Lennon, McCartney)
2. With a Little Help from My Friends (Lennon, McCartney)
3. Lucy in the Sky With Diamonds (Lennon, McCartney)
4. Getting Better (Lennon, McCartney)
5. Fixing a Hole (Lennon, McCartney)
6. She's Leaving Home (Lennon, McCartney)
7. Being for the Benefit of Mr. Kite! (Lennon, McCartney)
8. Within You Without You (Harrison)
9. When I'm Sixty-Four (Lennon, McCartney)
10. Lovely Rita (Lennon, McCartney)
11. Good Morning Good Morning (Lennon, McCartney)
12. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Reprise) (Lennon, McCartney)
13. A Day in the Life (Lennon, McCartney)

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Rush - Feedback


O Rush é a banda mais paradoxal da história do rock. Ao mesmo tempo em que é simples, por dispor de apenas três membros, faz um som complexo, intrincado, magistral. O Rush decidiu lembrar suas três décadas na estrada com o simples EP de covers Feedback, com apenas oito faixas.Mas tudo que é simples o Rush pode complicar. E não há nada de pejorativo nessa afirmação. Para as covers, o trio escolheu músicas que fizeram parte de sua formação, com temas de rock n' roll básico, que, nas mãos dos canadenses, acabam ganhando em sofisticação e complexidade, graças ao virtuosismo de Alex Lifeson (guitarra), Neil Peart (bateria) e Geddy Lee (baixo/vocal).

Feedback abre e fecha com covers de covers. Exatamente isso. Versões de músicas que já foram ''coverizadas''.
Na primeira faixa do álbum, o Rush faz um novo arranjo para a regravação do Blue Cheer de Summertime Blues, de Eddie Cochran, com destaque para o incidental riff inicial, que lembra muito Foxy Lady, de Jimi Hendrix. O mesmo acontece na última, com a versão da versão do Cream para Crossroads, do mito Robert Johnson.Heart full of soul e Shapes of things, duas do Yardbirds, ganham uma roupagem fantástica, com destaque para o vocal de Lee na primeira e a monstruosa bateria de Peart na segunda.Originalmente gravada pelo The Who, The Seeker aparece numa versão bem pesada, em meio a duas mais calmas: For what is worth e Mr. Soul, ambas do Buffalo Springfield. Seven and seven is, do Love, completa a lista de Feedback, com mais um show do melhor baterista do mundo.
Faixas:
1-"Summertime Blues" (Jerry Capehart/Eddie Cochran, arr. by Blue Cheer/The Who) – 3:52
2-"Heart Full of Soul" (Graham Gouldman, arr. by The Yardbirds) – 2:52
3-"For What It's Worth" (Stephen Stills, arr. by Buffalo Springfield) – 3:30
4-"The Seeker" (Pete Townshend, arr. by The Who) – 3:27
5-"Mr. Soul" (Neil Young, arr. by Buffalo Springfield) – 3:51
6-"Seven and Seven Is" (Arthur Lee, arr. by Love) – 2:53
7-"Shapes of Things" (The Yardbirds) – 3:16
8-"Crossroads" (Robert Johnson, arr. by Cream) – 3:27

terça-feira, 20 de maio de 2008

Mr Tambourine Man (65) - The Byrds


"Independente do que Dylan queria dizer, eu transformei a música numa oração"
Roger McGuinn, 1968

"Os Byrds se tornaram o primeiro grupo dos Estados Unidos a rivalizar, artística e comercialmente, com o domínio dos Beatles, quando o vocal do líder Jim (mais tarde, roger) MacGuinn - uma mistura de Jonh Lennon com Bob Dylan - se juntou a harmoniazação de Gene Clark e David Crosby e ao som agudo da guitarra Rickenbauer de 12 cordas no single "Mr. Tambourine Man". A banda também garantiu a Dylan o primeiro lugar nas paradas internacionais como compositor, o que influenciou sua decisão de usar a guitarra elétrica e dar o pontapé inicial no movimento folk-rock.
O LP Mr. Tambourine Man ampliou o escopo do single trazendo outras três vesões calibradas de músicas de Dylan, entre elas o hit "All I Really Want To Do". O álbum também revelou o talento do compositor Gene Clark. Ele contribuiu com a canção que contém a essência dos Byrds, "I´ll Fell A Whole Lot Better" (mais tarde gravada por Tom Petty), e escreveu ou colaborou em mais quatro faixas, incluido as odes ternas ao amor de "You Won´t Have To Cry" e "Here Without You". Os Byrds homenagearam suas raízes folk com a sublime "The Bells Of Rhymney", que inspirou diretamente os Beatles em "If I Needed Someone". Em agredecimento a Jackie De Shannon, patronesse do grupo, eles gravaram "Don´t Doubt Yourself, Babe", escrita por ela, acrescentando uma batida à la Bo Diddley. Também fizeram uma releitura do hino da Segunda Guerra Mundial "We´ll Meet Again", de Vera Lynn, da trilha sonora do filme Dr. Fantástico, um sucesso da banda em seus primeiros shows ao vivo.
A alternância de guitarras e a suave harmonia dos Byrds permanecem até hoje, inspirando um sem-números de grupos como The Pretenders, The Smiths, Stone Roses, R.E.M. e Primal Scream, para citar apenas alguns."

Texto retirado do livro 1001 discos para ouvir antes de morrer

Faixas
01. Mr.Tambourine Man (Dylan)
02. I´ll Feel A Whole Lot Better (Clark)
03. Spanish Harlem Incident (Dylan)
04. You Won´t Have To Cry (Clark/McGuinn)
05. Here Without You (Clark)
06. The Bells Of Rhymney (Davies/Seeger)
07. All I Really Want To Do (Dylan)
08. I Knew I´d Want You (Clark)
09. It´s No Use (Clark/McGuinn)
10. Don´t Doubt Yourself, Babe (DeShannon)
11. Chimes Of Freedom (Dylan)
12. We´ll Meet Again (Parker/Charles)

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