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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Stand Up - 69- Jethro Tull


Stand Up é o segundo álbum da banda britânica Jethro Tull. Antes de sua gravação, o guitarrista e co-fundador Mick Abrahams deixou o grupo devido a diferenças musicais com Ian Anderson. Abrahams queria manter o som blues-rock de This Was, enquanto Anderson preferia explorar outros formatos musicais,e marca a estéia de Martin Barre na banda,onde ele continua firme o forte até os dias atuais,um verdadeiro escudeiro do gênio porra-louca Ian Anderson,além de trazer uma interessante releitura jazzistica para Boureé,clássico de Johan Sebastian Bach,com uma performance de baixo de Glenn Cornick de cair o queixo. Stand Up representa o primeiro álbum onde Anderson exerce controle total sobre as músicas e composições e marca a transição do som da banda,do blues-jazz para o rock-folk com algumas pitadas de psicodelia e peso,como na pesada sweet dreams,clássico obrigatório da banda atá os dias de hoje,e da linda balada qe used to know,além da engraçada e rica Fat Man,um som pra lá de folkeado,bem ao estilo do Jathro Tull.Stand Up alcançou a primeira colocação entre os mais vendidos na Grã-Bretanha naquele ano,e marcou o ingresso do Jethro Tull no seleto clube dos grandes.A notícia foi dada a Ian Anderson por ningúem menos que Joe cocker.
Curiosidade:O maestro David Palmer mais tarde fez uma cirurgia para troca de sexo,e hoje é uma feliz senhora de meia-idade.Tudo a ver com e estilo Tulliano,né?
FAIXAS DO DISCO:
(Todas as canções por Ian Anderson, exceto "Bourée")
1. "A New Day Yesterday" - 4:10
2. "Jeffrey Goes To Leicester Square" - 2:12
3. "Bourée" (J. S. Bach arr. Jethro Tull) - 3:46
4. "Back To The Family" - 3:48
5. "Look Into The Sun" - 4:20
6. "Nothing Is Easy" - 4:25
7. "Fat Man" - 2:52
8. "We Used To Know" - 3:59
9. "Reasons For Waiting" - 4:05
10. "For A Thousand Mothers" - 4:13
FICHA TÉCNICA:
* Glenn Cornick: baixo
* Clive Bunker: bateria, percussão
* Martin Lancelot Barre: guitarra, flauta
* Ian Anderson: flauta, órgão Hammond, piano, balalaika, gaita, vocais
* Cordas arranjadas e conduzidas por David Palmer
LINK:

sábado, 26 de abril de 2008

Jethro Tull Live (01) - Jethro Tull


Concerto realizado no Teatro de Hammersmith Apolo de Londres no dia 25 de Novembro de 2001,apenas com canções da fase 1968-73


Os primórdios da banda
O Jethro Tull passou pelo seu "calvário" em clubes britânicos nos anos 60, com uma formação instável que eventualmente se cristalizaria em Ian Anderson (vocais, flauta, violão e mais tarde diversos outros instrumentos), Mick Abrahams (guitarra), Glenn Cornick (baixo) e Clive Bunker (bateria). A princípio a banda passou por inúmeras mudanças de nome para conseguir mais shows, e que Jehtro Tull foi o que acabou ficando depois que conseguiram um contrato com uma gravadora (o nome vem do agricultor Jethro Tull que inventou a semeadeira). Os empresários então sugeriram que Abrahams assumisse os vocais e a guitarra e que a flauta fosse eliminada, relegando Anderson ao piano rítmico. Depois de uma sucessão de compactos mal sucedidos, eles lançam This Was em 1968, altamente influenciado pelo blues e composto por Anderson e Abrahams.
Depois desse álbum, Abrahams deixou o grupo, (formando sua própria banda, Blodwyn Pigs), devido principalmente à "diferenças musicais" (Abrahams preferia continuar tocando blues, que Anderson taxava de estilisticamente limitado e de vocabulário restrito aos ingleses de "classe média"). Depois de uma série de audições (ao contrário de rumores, tais audições não contaram com Tony Iommi do Black Sabbath, que na verdade só concordou em aparecer no Rock'n'Roll Circus dos Rolling Stones para tocar "A Song For Jeffrey"), o ex-integrante das bandas Motivation, Penny Peeps e Gethsemane Martin Barre foi contratado como o novo guitarrista. Barre se tornaria o segundo integrante mais antigo da banda depois de Anderson.
Rock progressivo
Esta nova formação lançou Stand Up em 1969. Composto inteiramente por Anderson (com exceção de "Bouree", de Johann Sebastian Bach, aqui adaptada para um formato jazzístico), demonstrava o abandono do blues em favor do nascente estilo de rock progressivo, então em desenvolvimento por grupos como King Crimson, The Nice e Yes. Em 1970 eles adicionaram o tecladista John Evan, embora tecnicamente ele fosse apenas um músico convidado, e lançaram o álbum Benefit.
O baixista Cornick abandonou a banda logo após Benefit, sendo substituído por Jeffrey Hammond-Hammond, e esta formação lançou em 1971 o trabalho mais conhecido da carreira do Tull: Aqualung. O álbum é uma combinação de rock pesado focado em temas como párias sociais e cultos religiosos mesclados a experimentos acústicos sobre a vida mundana do cotidiano. Aqualung é adorado e odiado em iguais proporções, embora a faixa título e "Locomotive Breath" sejam constantes em rádios de rock clássico.
Quem saiu em seguida foi o baterista Bunker, substituído por Barriemore Barlow, e o álbum de 1972 da banda foi Thick as a Brick. Trata-se de um álbum conceitual consistindo de uma única longa música separada entre os dois lados do LP, com um número de movimentos integrados e alguns temas repetidos. O quinteto deste álbum - Anderson, Barre, Evan, Hammond-Hammond e Barlow - foi a formação mais duradoura do Tull, permanecendo a mesma até 1975.
1972 também viu o lançamento de Living in the Past, um álbum duplo compilando os compactos, lados-B e sobras de estúdio da banda, com um dos lados sendo gravado ao vivo em 1970. Com exceção das faixas ao vivo, esse é considerado pela maioria dos fãs do Tull como o seu melhor lançamento. A faixa título foi um dos compactos de maior sucesso do grupo.
Em 1973 a banda tentou gravar um álbum duplo (exilada em Chateau d'Herouville para se livrar dos impostos, o mesmo que os Rolling Stones e Elton John, entre outros, estavam fazendo na época), mas, supostamente insatisfeitos com a qualidade do estúdio, abandoram o projeto. Ao invés disso gravaram rapidamente e lançaram A Passion Play, outro álbum conceitual de uma só música, com letras bastante alegóricas.

Disco 1:
01. My Sunday Feeling
02. Crossed-Eyed Mary
03. Roots to Branches
04. Some Day the Sun Won't Shine For You
05. Jack in the Green
06. Thick as a Brick
07. Bouree
08. Hunt by Numbers
09. Budapest
10. A Song For Jeffrey
Disco 2:
01. The Water Carrier
02. A New Day Yesterday
03. Sweet Dream
04. New Jig
05. Aqualung
06. Locomotive Breath
07. Living in the Past
08. My Sunday Feeling

segunda-feira, 31 de março de 2008

Thick As A Brick (72) - Jethro Tull


Este clássico do Jethro Tull rivaliza com os grandes clássicos de outras bandas de progressivo na saudável disputa pelo melhor disco do estilo.Lançado em 1972,logo após a enorme repercussão de seu outro clásico,Aqualung,o disco repetiu e ainda superou o seu antecssor em vendas - nos EUA ficou em 1º lugar.Dizem que John Lennon,ao ver a capa do Thick As A Brick,teria chingado bastante seus ex -companheiros de Beatles,pois ele sempre quis lançar um disco com uma capa de jornal impressa.O disco,conceitual,conta a história de uma criança com poderes sobrenaturais,o little Milton da capa.Ian Anderson conta a trajetória do pequeno Milton numa das letras mais interessantes e complexas do rock.Vale muito a pena baixar este clássico,que pra mim,não merece nota menor que 10.
FAIXAS DO DISCO:
Thick As A Brick -part one
Thick As A Brick - part two
FICHA TÉCNICA:
Ian Anderson - flute, acoustic guitar, vocals, violin, saxophone, trumpet
Martin Barre - electric guitar, lute
Barriemore Barlow - percussion, tympani
John Evan - piano, Hammond organ, harpischord
Jeffrey Hammond - bass guitar, vocals
link: